Petrobras e Universidades Fortalecem Rede de Tratamento de Água Offshore em Workshop

05/12/2025 12:15

 3º Workshop de Integração entre Petrobras e Universidades

No dia 02 de dezembro de 2025, foi realizado o 3º Workshop de Integração entre Petrobras e Universidades, com foco estratégico na apresentação dos resultados do ano 2025 e no fortalecimento da Rede Temática de Tratamento de Água Offshore. O evento reuniu 65 pesquisadores das seis instituições acadêmicas parceiras (UNIFEI, USP, UFRJ, UFRGS, UTFPR e UFSC), além de representantes da Petrobras, FEESC – Fundação Stemmer para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação e da ProPesq/UFSC.

💡 Avanços e Perspectivas para 2026

Neste ano, o encontro foi dedicado à apresentação dos avanços mais recentes no conhecimento científico e tecnológico dos projetos em parceria. Este momento reforçou o compromisso mútuo no desenvolvimento de soluções inovadoras e sustentáveis para o setor.

Após a detalhada apresentação dos resultados, a mesa redonda, que contou com a participação de todos os coordenadores de projeto, estabeleceu os desafios e as perspectivas prioritárias para 2026. O debate intensificou as colaborações que visam não apenas fortalecer a Rede, mas também garantir a consistência e o impacto dos resultados alcançados.

🔬 A Contribuição da UFSC

A iniciativa sublinha o compromisso das Universidades e da Petrobras com a inovação tecnológica e a sustentabilidade, valorizando a sinergia entre pesquisa e setor industrial para superar os complexos desafios do tratamento de água em operações offshore.

Especificamente na UFSC, a execução dos projetos com a Petrobras envolve pesquisadores atuantes em três diferentes laboratórios do Departamento de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos (LEMA, LABSIN/LABMASSA e LABSEM), e um laboratório do Departamento de Química (LABINC), demonstrando a abordagem multidisciplinar da instituição.

UFSC lidera Instituto Nacional para estudo e desenvolvimento de bioprodutos

01/12/2025 12:05

 A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) conta, a partir desta segunda-feira, 1 de dezembro, com uma unidade multipropósito de pesquisa com foco na sustentabilidade e na tecnologia:  o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia – Biofábricas.

O novo INCT da UFSC terá recursos de cerca de R$ 11 milhões e envolve redes de pesquisadores formadas a partir da colaboração entre universidades, institutos de pesquisa, associações e indústrias de todas as regiões. O objetivo é desenvolver bioprodutos de interesse tecnológico e escalonamento da produção para transferência das tecnologias para o setor produtivo, cooperativas e pequenas e médias empresas na área biotecnológica.

Pelo menos 45 pesquisadores de dez instituições estão envolvidos com o primeiro workshop do grupo, que ocorre no departamento de Engenharia Química e de Alimentos. “O principal objetivo, além de formar essa rede de pesquisa que tem por objetivo consolidar nacionalmente atividades de pesquisa, extensão e formação de recursos humanos, é montar uma biofábrica, uma unidade capaz de produzir biomoléculas em um nível de produção maior, até para consolidar as pesquisas já existentes nos grupos”, explica a professora do PósENQ e pró-reitora de Pós-Graduação, Débora de Oliveira, que coordena o projeto.

 O INCT ainda tem, como objetivos específicos, criar mecanismos para intensificar a interação entre os seus pesquisadores, o setor produtivo e o setor público. Isso auxiliaria a UFSC a se firmar como referência nacional na área e como vetor de disseminação de informação e conhecimento técnico especializado para pesquisadores, técnicos e produtores. Para isso, o grupo pretende produzir pelo menos dez novos produtos e bioprocessos nos próximos anos.

A capacitação e a formação de especialistas, com a realização de workshops e produção e publicação de artigos, também faz parte dos objetivos do grupo, que pretende gerar até R$15 milhões em novos negócios, além de auxiliar na criação de pelo menos uma nova startup por região a partir das suas pesquisas. Para atingir os objetivos, o INCT conta com cerca de R$11 milhões em investimentos aprovados, a maior parte deles (cerca de R$5 milhões) em bolsas.

Fazem parte do INCT como colaboradores pesquisadores de universidades dos Estados Unidos, Canadá, Espanha, México, Argentina, Dinamarca, Polônia, Coreia do Sul, Índia e Paquistão. A Rede de Biotecnologia da Região Sul (Rede SulBiotec), Associação Brasileira de Bioinovação (ABBI) e diferentes empresas também apoiam a articulação.