A pesquisa aplicada da UCSC-UFSC busca projetar novas tecnologias para o setor frutícola!
Após quase três anos de colaboração científica, pesquisadores de ambas as instituições estão trabalhando em uma estratégia de proteção intelectual para uma tecnologia destinada a prolongar a vida útil pós-colheita de frutas climatéricas. Esse desenvolvimento inaugura uma nova fase de pesquisa aplciada, validação e colaboração com o setor agrícola.
Uma colaboração científica desenvolvida nos últimos três anos entre a Universidade Católica da Sagrada Conceição (UCSC) e a Universidade Federal de Santa Catarina, no Brasil, está avançando para uma nova etapa: a proteção intelectual de uma tecnologia com potencial aplicação na área de pós-colheita de frutas.
O trabalho está sendo desenvolvido pela Prof.ª Dr.ª Jéssica de Matos Fonseca, professora do Departamento de Engenharia Química e de Alimentos da universidade brasileira, em conjunto com o Dr. Héctor Valdés, professor da Faculdade de Engenharia da UCSC. A iniciativa faz parte de um projeto financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (FAPESC) e dá continuidade a uma linha de colaboração que ambas as instituições têm fortalecido em torno de tecnologias aplicadas ao setor agroalimentar.
O objetivo do desenvolvimento é prolongar a vida útil pós-colheita de frutas climatéricas, ou seja, aquelas que continuam a amadurecer após a colheita. Após passarem por diversas etapas de pesquisa e validação experimental, as equipes estão trabalhando com as unidades de inovação de ambas as universidades para definir a estratégia de proteção da propriedade intelectual e os próximos passos necessários para o desenvolvimento da tecnologia.
A Dr.ª Jessica de Matos Fonseca explicou que essa linha de pesquisa teve origem em um projeto de pesquisa e no trabalho de Dayse Estefany Moreira da Silva, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Alimentos (PPGEAL/UFSC), durante sua dissertação de mestrado. Posteriormente, a colaboração de um acadêmico da UCSC foi incorporada. “Temos essa colaboração há cerca de três anos e, especificamente com a patente, há dois anos”, observou. Ela explicou que o trabalho permitiu que eles progredissem de uma pesquisa inicialmente desenvolvida no contexto da pós-graduação para uma proposta com aplicações potenciais. “A pesquisa começou com um projeto de mestrado supervisionado por mim e pelo Prof. Dr. Sergio Yesid Gómez González, Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química da UFSC, e financiado por uma bolsa da Agência de Desenvolvimento do Estado de Santa Catarina (FAPESC) em 2024. A partir daí, começamos a desenvolver e testar uma solução com o objetivo de retardar o amadurecimento de frutas climatéricas”, afirmou.
Da pesquisa aplicada à transferência
A colaboração foi construída progressivamente com base nas capacidades complementares das equipes de ambas as universidades. No caso da UCSC, o Dr. Héctor Valdés dedicou vários anos ao desenvolvimento de pesquisas relacionadas a tecnologias e processos limpos aplicados a problemas pós-colheita, progredindo de testes em escala laboratorial para novas possibilidades de aplicação. Esse processo permitiu que a colaboração com a Universidade Federal de Santa Catarina se concentrasse no desenvolvimento de uma solução com maior potencial de transferibilidade. A etapa atual busca definir uma estratégia para proteger o conhecimento gerado e, posteriormente, avançar com validações junto aos atores do setor produtivo.
Para o Dr. Héctor Valdés, o objetivo é que a pesquisa leve a uma aplicação concreta. “Esperamos chegar ao mercado com um novo produto que prolongue a vida útil de frutas climatéricas e, se tudo correr como planejado, o ideal seria lançá-lo internacionalmente”, afirmou. Nesta fase, a colaboração com unidades de inovação é fundamental para determinar alternativas de proteção da propriedade intelectual, identificar novas fontes de financiamento e construir relacionamentos com empresas que possam participar das futuras etapas de validação e escalonamento. A reunião realizada pelas equipes permitiu que elas revisassem essas possibilidades e planejassem os próximos marcos de desenvolvimento.
Uma colaboração que amadurece junto com a tecnologia – A relação entre as duas universidades começou antes mesmo de existir qualquer proposta concreta de patente. Ao longo dos anos, as equipes compartilharam capacidades de pesquisa, realizaram testes experimentais e fortaleceram uma linha de trabalho em tecnologias pós-colheita que agora atingiu um estágio distinto de maturidade.
Em março de 2026, a Dra. Jessica de Matos Fonseca realizou uma estadia no Laboratório de Tecnologias Limpas da Faculdade de Engenharia da UCSC, ocasião em que as equipes continuaram a desenvolver atividades relacionadas a essa linha de pesquisa e projetaram novas oportunidades de cooperação acadêmica.
O processo de patenteamento representa agora mais um passo nessa direção. A proteção da propriedade intelectual salvaguardará os resultados obtidos e, ao mesmo tempo, criará melhores condições para a busca de parceiros e financiamento, o que ajudará a levar a tecnologia a aplicações cada vez mais próximas do setor produtivo.
Dessa forma, a colaboração entre a UCSC e a Universidade Federal de Santa Catarina demonstra como uma relação científica sustentada ao longo do tempo pode avançar da geração de conhecimento à pesquisa aplicada, à proteção da propriedade intelectual e à transferência de tecnologia, articulando capacidades internacionais para responder a desafios concretos ligados à conservação e comercialização de produtos agrícolas.
Mais informações em https://ucsc.cl/medios-ucsc/noticias/investigacion-aplicada-ucsc-ufsc-busca-proyectar-nueva-tecnologia-al-sectorfruticola/ e https://comentarista.emol.com/2585819/37867906/Universidad-Cat%C3%B3lica-de-la-Sant%C3%ADsima-Concepci%C3%B3n.html.




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